DOENÇA DE CASTLEMAN: RELATO DE DOIS CASOS

Angela Gallina Zancanaro, Raquel Bom-Ami Barros, Odirlei Antonio Magnagnagno

Resumo


Introdução: A Doença de Castleman é uma patologia linfoproliferativa rara e benigna que se comporta clinicamente como uma patologia maligna. Ela pode ser classificada clinicamente como unicêntrica ou multicêntrica, e também pode ser subdividida pela forma histológica como hialina-vascular, plasmocítica ou mista. A forma multicêntrica é mais agressiva e sintomática, sendo ela tratada, geralmente, com uso de quimioterápicos ou imunomoduladores e rituximab. Essa variante mais agressiva pode estar associada ao desenvolvimento de sarcomas de Kaposi, linfomas de Hodgkin ou linfomas de alto grau. O objetivo do estudo visa realizar revisão bibliográfica, descrever os prontuários médico de duas pacientes com doença de Castleman multicêntrica, além de comparar os sinais/sintomas e tratamentos prescritos nos casos com o que a literatura preconiza. Desenvolvimento: Duas pacientes do sexo feminino, 45 e 51 anos, com sintomas e sinais típicos da doença e posteriormente confirmados com exame imuno-histoquímico. A primeira realizou CHOP, talidomida e tocilizumab, enquanto que para a segunda foram prescritos CHOP, rituximab, feito esplenectomia e encaminhada para tratar endocrinopatias. Considerações finais: Analisando a evolução das pacientes diante dos tratamentos utilizados, justifica-se a importância da divulgação e estudo de casos semelhantes. Além da importância do acompanhamento para avaliar a evolução da doença, assegurando qualidade de vida e reduzindo mortalidade.


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