MÃES HIV POSITIVAS E RECÉM-NASCIDOS EXPOSTOS AO HIV ENTRE OS ANOS DE 2016 E 2018 EM CASCAVEL: PERFIL EPIDEMIOLÓGICO

Bruna Luísa Czapla, Luana Carina Czapla, Thaynara Tereza Carminatti Ortinã, Eduarda Binotto Zanin, Urielly Tayna da Silva Lima

Resumo


A Síndrome da Imunodeficiência Adquirida infantil foi reportada pela primeira vez em 1982, de forma que, com o aparecimento de novos casos, concluiu-se que estas crianças tinham em comum mães infectadas pelo HIV. A maior parte dos casos infantis está ligada à transmissão vertical, o que poderia ser evitado com medidas relativamente simples, como o acompanhamento pré-natal e o uso de medicamentos antirretrovirais pela gestante. No Brasil, existe a Certificação da Eliminação da Transmissão Vertical do HIV para municípios que eliminaram a transmissão materno infantil. Contudo, apenas três cidades apresentam essa certificação (Curitiba, Umuarama e São Paulo), um indício de que a transmissão vertical do HIV é um desafio a saúde pública. Por fim, o perfil epidemiológico pode ser considerado um indicador relativamente sensível no processo de avaliação das doenças, de modo que esta pesquisa tem por objetivos encontrar as causas nos casos de exposição de crianças ao HIV e determinar quais estratégias obtiveram os melhores resultados nos últimos 3 anos na cidade de Cascavel por meio da análise de dados das gestantes e de seus respectivos recém-nascidos acompanhados pelo CEDIP.


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