AUMENTO NA ADESÃO AO EXAME CITOPATOLÓGICO DO CÂNCER DE COLO DO ÚTERO EM UMA UNIDADE DE SAÚDE DA FAMÍLIA DA ZONA RURAL DO SUL DO BRASIL APÓS A REALIZAÇÃO DO RASTREAMENTO ORGANIZADO

Daniele Cristina Nandi, Dilson Fronza, Douglas Soltau Gomes

Resumo


Objetivo: Comparar a evolução nos índices de realização do exame citopatológico (CP) para a detecção precoce do câncer do colo de útero antes e após o desenvolvimento do rastreamento organizado numa unidade de saúde da família (USF) da zona rural de Cascavel-PR e atingir os índices preconizados pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Métodos: Estudo longitudinal e prospectivo, compreendendo uma coorte de mulheres com idade entre 21-65 anos, no período de junho/2010-junho/2012. As pacientes foram convidadas a participar de campanhas de rastreamento de CP, através de carta convite e visita de agentes comunitárias de saúde (ACS). Foram analisados os índices de adesão anterior e posterior ao início do programa de rastreamento, e a periodicidade que as pacientes realizaram novos exames nos anos posteriores. Resultados: Comparando-se a média do número de coletas realizadas durante os anos de 2007-2009 (152 coletas/ano) com os anos posteriores ao início do rastreamento organizado - 2010-2012 (212 coletas/ano), observou-se um aumento médio de 39,4% na adesão ao CP. Observou-se que das 439 mulheres elegíveis no ano de 2010, 20 (4,5%) completaram três anos consecutivos de CP, 82 (18,6%) realizaram 2 coletas, e 148 (33,7%) realizaram apenas uma coleta no período de três anos. Logo, 291 pacientes (66,3%) não realizaram nenhum CP durante os anos de 2010-2012, com cobertura do rastreamento atingindo somente 33,7 % das mulheres elegíveis em 2010. Conclusão: O desenvolvimento de um modelo de rastreamento organizado aumentou a realização de CP. O índice pode, no entanto, ser aprimorado por meio da manutenção do programa e melhora das ações de educação e promoção da saúde.

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