CORRELAÇÃO DAS VARIÁVEIS ANTROPOMÉTRICAS E CLASSES FARMACOLÓGICAS UTILIZADAS E SUA RELAÇÃO COM A ADESÃO E CONTROLE NO TRATAMENTO ANTI-HIPERTENSIVO

Ana Maria Favarão, Renata Sampaio de Alcântara, Lisete Fronza, Dilson Fronza

Resumo


Objetivo: Avaliar a adesão ao tratamento da hipertensão e sua relação com variáveis antropométricas e outras relacionadas à prescrição médica em pacientes portadores de hipertensão e diabetes mellitus acompanhados no programa HIPERDIA. Métodos: O estudo avaliou 235 pacientes de ambos os sexos cadastrados na área de abrangência da Unidade de Saúde da Família Lago Azul na cidade de Cascavel – PR. A partir dos achados obtidos foram contabilizados o número de medicações utilizadas por cada paciente, IMC, comorbidades associadas e controle de meta do tratamento do DM e HAS.  Os resultados obtidos foram correlacionados ao uso de fármacos para o tratamento de saúde mental com Hipertensão Arterial sistêmica (HAS) e/ou Diabetes Mellitus (DM), presença de outras comorbidades, estratificação de risco cardiovascular, IMC e controle pressórico com a quantidade de medicações utilizadas. Resultados: Foi observada associação positiva entre gênero e Índice de Massa Corporal (IMC), enquanto que gênero e pressão arterial não apresentaram correlação estatística entre si. Houve associação do número de medicações utilizadas pelos pacientes e as variáveis idade, risco e pressão arterial sistólica de difícil controle. Apesar de ter sido considerado um achado incidental, a idade dos pacientes hipertensos estudados esteve associada ao aumento da frequência de tratamento para transtorno de ansiedade generalizada (TAG). A idade do paciente não demonstrou ser um fator de risco para o nível de Pressão Arterial (PA) sistólica e/ou diastólica. Além disso, não foram observadas diferenças no controle pressórico entre adultos e idosos (>60 anos) dentre os acompanhados no estudo. Conclusão: O estudo corrobora outros achados na literatura que comparam adesão ao tratamento e a quantidade de fármacos utilizados no controle da pressão arterial. Esses achados refletem a importância do monitoramento de pacientes em uso de anti-hipertensivos, especialmente aqueles que fazem uso de abordagem polifarmacológia concomitante para o tratamento outras comorbidades associadas às medicações já utilizadas para o controle da hipertensão

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