PERSISTÊNCIA DO CANAL ARTERIAL EM RECÉM-NATOS PREMATUROS: AVALIAÇÃO DO TRATAMENTO CIRÚRGICO

Letícia Carolinna Gonçalves Datore, Rui Manuel de Souza Sequeira Antunes Almeida

Resumo


Introdução: A persistência do canal arterial (PCA) é uma patologia congênita acianogênica com hiperfluxo pulmonar, caracterizada pelo não fechamento ou fechamento incompleto do ducto arterial após o nascimento. O tratamento cirúrgico é indicado em casos de comorbidades específicas, quando existe falha ou contraindicação na terapêutica clínica. Objetivo: Detectar a morbimortalidade de recém-nascidos prematuros submetidos à cirurgia para correção da PCA. Metodologia: Estudo transversal, retrospectivo, de diversos hospitais, da análise de 20 prontuários médicos de pacientes com menos de 37 semanas de idade gestacional (IG), que foram submetidos à cirurgia cardíaca para correção da PCA, de janeiro de 2008 a dezembro de 2018. Resultados: Sexo feminino preponderante em 85% dos casos, IG média foi 27,19±2,82 semanas, peso médio de 988,75±512.96g, diâmetro do canal arterial médio de 2,55±0,64mm. A cardiopatia congênita associada esteve presente em 30% dos casos e 30% foram submetidos a tratamento clínico prévio. A mortalidade foi de 20% devido a causas não cardíacas. Conclusão: O tratamento cirúrgico da PCA em recém-natos prematuros foi eficaz em pacientes com repercussão hemodinâmica grave, e com falha do tratamento medicamentoso, apresentando alta taxa de sobrevida, porém com taxas elevadas de morbidade decorrentes da prematuridade.


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