AVALIAÇÃO E TRATAMENTO DE DOR CRÔNICA NO PACIENTE IDOSO

Marianne Coltri Valero, Marcos Quirino Gomes Faria, Patrícia Stadler Rosa Lucca

Resumo


O envelhecimento é um fenômeno singular e único, com ele acentuam-se perdas biológicas, metabólicas, modificações na memória e comunicação, especificidades socioeconômicas, culturais, ambientais, individuais e/ou coletivas. A OMS considera idoso, em países em desenvolvimento, a idade de 60 anos. Para ser considerada dor crônica, esta deve persistir por meses ou anos, pode durar além do tempo de cura de uma lesão, estando ou não associada a doenças crônicas, para fins de pesquisa recomenda-se que a dor crônica tenha duração maior que seis meses, de caráter contínuo ou recorrente. O objetivo desta pesquisa foi avaliar e identificar quais são os tratamentos para dor crônica mais utilizados pelos idosos, verificando se a dor está sendo aliviada com estes tratamentos, através do questionário Geriatric Pain Measure (GMP) traduzido para o português e o impacto da dor na vida diária do paciente. A pesquisa ocorreu na Clinica da Faculdade Assis Gurgacz, nos meses de setembro e outubro de 2015. Como resultados obtivemos uma população majoritariamente feminina, a maior prevalência de tempo de duração da dor é de 3 meses-5 anos, a região dorsal do corpo é a mais acometida, os medicamentos mais utilizados para tratamento são os relaxantes musculares e anti-inflamatórios não hormonais, a maioria dos pacientes faz algum tipo de tratamento não medicamentoso e refere melhora com estes, sendo a fisioterapia a mais utilizada. Como resultado do GMP, obtivemos 46% dos pacientes com dor intensa, 43% moderada e 11% leve, mostrando grande impacto negativo na vida diária dos idosos com dor crônica.


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