A ESTIGMATIZAÇÃO DA ESQUIZOFRENIA COM ENFOQUE NOS PROFISSIONAIS DE SAÚDE

Ana Carolina Damha, Samara Miquelin Costa, Andressa Pelissaro Zanluca, Eduardo Miguel Prata Madureira, Andrea Maria Rigo Lise

Resumo


A esquizofrenia é o transtorno psiquiátrico em que o paciente mais sofre preconceito. Além de ser o mais correlacionado com a loucura, acaba gerando uma exclusão e uma consequente discriminação social. O objetivo deste estudo foi realizar uma revisão da literatura referente à estigmatização da esquizofrenia, na população em geral, com enfoque nos profissionais da área da saúde. Trata-se de uma pesquisa bibliográfica. O estigma é a marca do descrédito que define uma pessoa entre as demais e normalmente está mais relacionado com o contexto do que com a aparência de um indivíduo. A experiência do estigma se revela por culpa, isolamento, exclusão social, estereótipos e discriminação. A resposta adaptativa é o encobrimento da doença, a vergonha, a recusa em saber mais sobre o problema e partilhar a situação com terapeutas e com o grupo. O papel dos profissionais da saúde é desmistificar a doença e romper com seus próprios mitos e preconceitos, transformando as suas maneiras de prestar assistência, garantindo ao paciente, segurança e confiança no profissional. A partir da realização dessa pesquisa bibliográfica, conclui-se que, apesar da relevância do assunto em discussão, é escassa a literatura que trata da relação entre a estigmatização da esquizofrenia e profissionais da saúde. Os doentes mentais pertencem a uma população com alto grau de vulnerabilidade e precisam de uma atenção maior, melhor e menos preconceituosa dos profissionais que os atendem e de suas famílias.


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