A EVOLUÇÃO DAS CORES E ELEMENTOS ARQUITETÔNICOS NAS FACHADAS BRASILEIRAS NO PERÍODO COLONIAL

Mariana Pizzo Diniz, Sandra Magda Mattei Cardoso

Resumo


O presente artigo centra seu interesse na Arquitetura Brasileira propondo um recorte temático para o estudo histórico e arquitetônico da evolução do uso das cores e de outros elementos nas fachadas residenciais brasileiras do Período Colonial (século XVI ao XVIII), analisando os aspectos sociais, políticos e estéticos da época, através da representação das cores nas fachadas e de outros elementos arquitetônicos. Propõe a identificação de sua simbologia arquitetônica a partir de uma herança colonizadora e da identidade nativa, por meio da análise da arquitetura portuguesa presente no Brasil e também, da arquitetura indígena, construída e edificada com materiais de origem natural. Além disso, é objeto de estudo e análise o fenômeno social no qual a arquitetura explicita uma posição social, um status, pois nesta época, luxuosos ornamentos das fachadas, bem como pinturas e outros tipos de revestimentos transmitiam a riqueza e o poderio das famílias coloniais brasileiras. A arquitetura dos centros urbanos compunha-se basicamente de elementos arquitetônicos portugueses. A cultura de casas construídas essencialmente com tijolos e pintadas com cal branca e, posteriormente, revestidas com azulejos contrastava com as edificações mais simples encontradas nas áreas rurais. Enquanto os centros urbanos importavam as tradições europeias, vilas e povoados do interior mantinham sua identidade nativa, através de construções feitas em pedra, madeira e outros materiais provenientes da natureza.

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