A CONCEPÇÃO BAKHTINIANA DA LINGUAGEM: A IDEOLOGIA PRESENTE NOS ENUNCIADOS QUE CONFIGURAM A COMUNICAÇÃO VERBAL

Patrícia Barth Radaelli

Resumo


Este artigo apresenta o resultado parcial de uma pesquisa realizada em curso de pós-graduação stricto sensu[1], que teve, dentre seus objetivos, o de engendrar uma análise que apontasse, a partir de pesquisa bibliográfica, a constituição sígnica da linguagem - com evidência nos postulados de Bakhtin. O autor clássico propõe a correspondência dialética entre o signo e a ideologia na formação da língua. O indivíduo, ao passo que cria os signos e as ideologias com seus pares sociais, tem sua consciência individual formada por esses mesmos signos e ideologias. A essa formação, acrescenta-se um fator primordial: a linguagem verbal. É pela palavra, que se constitui o âmago da comunicação verbal; pela palavra é que se estabelecem as relações sociais. Porém, ao se pensar no processo de compreensão e interpretação de determinadas realidades, é necessário se evidenciar, a partir da palavra, a constituição dos enunciados. Os diálogos, estabelecidos socialmente, configuram-se por enunciados; estes estão sempre carregados pela intencionalidade do enunciador. O enunciador escolhe palavras específicas que correspondam ao que exige a circunstância da fala; as palavras, que configuram os enunciados, então, estão sempre carregadas por um sentido ideológico. Para estas discussões, além das contribuições de Bakhtin, serão destacados os apontamentos de Stam (2000), Gnere (2009), Lowy (1992), entre outros.


[1] Programa de pós-gradução, em nível de Mestrado, na área de Letras – Linguagem e Sociedade – da Universidade Estadual do Oeste do Paraná - UNIOESTE 


Texto completo:

PDF

Apontamentos

  • Não há apontamentos.